1. Introdução
Hoje em dia, as empresas competem não apenas em preço e qualidade, mas também em sua capacidade de entregar produtos de forma confiável e dentro do prazo. Portanto, uma boa programação operacional da produção influencia o rendimento, as vendas e a satisfação do cliente de uma empresa. Apesar de investir milhões em Enterprise Resource Planning (ERP) e Manufacturing Execution Systems (MES), muitas empresas consideram esses sistemas inadequados para a programação detalhada da produção, o que as leva a confiar em métodos manuais, como Excel e quadros de planejamento. Enquanto isso, as tendências do setorem relação à redução de estoques, prazos de entrega mais curtos, maior personalização de produtos, proliferação de SKUs e fabricação flexível tornam a programação da produção mais complicada. A criação de um plano viável exige a consideração simultânea de materiais, mão de obra, equipamentos e demanda. A complexidade da programação é muito desgastante para os métodos de planejamento manual ou para as abordagens baseadas em otimizadores/solucionadores, que fornecem um valor cada vez menor à medida que a velocidade e a agilidade da fabricação aumentam para atender às exigências do mercado.
No centro da programação eficaz da produção da fábrica está o conceito de uma programação acionável. Uma programação acionável é aquela que considera totalmente as restrições detalhadas e as regras operacionais do sistema e, portanto, pode ser executada na fábrica pela equipe de produção. Um problema comum de muitas soluções de programação é que elas ignoram uma ou mais restrições detalhadas, o que torna impraticável sua implementação no chão de fábrica. Um cronograma não acionável exige que os operadores intervenham e substituam o cronograma planejado para acomodar as restrições reais do sistema. Nesse ponto, o cronograma não está mais sendo seguido e estão sendo tomadas decisões locais que afetam os KPIs do sistema de maneiras que não são visíveis para os operadores e as partes interessadas em toda a cadeia de suprimentos. Em um mundo mais volátil, com maior complexidade na produção e na cadeia de suprimentos, maior mix de produtos, prazos de entrega de pedidos mais curtos e lotes menores, é essencial ter a capacidade de criar rapidamente programações viáveis que possam ser executadas no chão de fábrica. A manufatura está se tornando mais ágil e automatizada para dar suporte a esse fluxo dinâmico de produtos para o mercado, com base na demanda real e, portanto, a capacidade de criar um cronograma acionável quase em tempo real está se tornando um requisito e não mais apenas uma opção.
As diferenças fundamentais entre as várias abordagens de programação podem ser ilustradas com um exemplo simples que destaca as principais distinções em um nível fundamental. À medida que os processos de produção se tornam mais complexos, exigindo mais agilidade, as diferenças nos resultados entre os sistemas de programação se tornam ainda mais profundas e impactantes no chão de fábrica. Esse exemplo ilustrará as vantagens claras da abordagem baseada em eventos de simulação para dar suporte aos requisitos de fabricação e demanda de mercado existentes atualmente.
2. Abordagens para a programação detalhada da produção
As três abordagens mais comuns em uso atualmente para resolver o problema de programação operacional incluem: 1) métodos manuais usando quadros de planejamento ou planilhas, 2) modelos baseados em calendário de recursos e 3) modelos baseados em eventos de simulação.
2.1 Métodos manuais
O método mais comum em uso atualmente para a programação operacional da produção da fábrica é o método manual, normalmente complementado com planilhas ou quadros de planejamento. Esse processo é trabalhoso, exigindo que várias pessoas se concentrem apenas na geração de programações e arquivos relacionados. Esses funcionários têm conhecimento tribal das regras e da experiência comercial e, se deixarem a empresa, o restante da organização ficará sem saber como o planejamento é realizado. O uso da programação manual normalmente não é a primeira opção de uma empresa, mas geralmente é o resultado de uma falha no sucesso dos sistemas de programação automatizados.
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